segunda-feira, maio 14, 2007

Foi um correria o dia inteiro para ver se conseguia sair mesmo ás 18h, para assistir ao lançamento do novo livro do Gonçalo Cadilhe.
Fora os lançamentos de amigos, raramente tenho paciência para assistir ao lançamento de um livro, pois não foge do habitual discurso do editor em que para surpresa dos presentes elogia durante algum tempo o livro (não fosse ele o principal interessado nas suas vendas...!) e depois, normalmente, muito a medo, o autor diz 2 ou 3 palavras, e apressa-se assinar os livros das pessoas que entretanto foram formando fila, sem nada ouvirem do que foi dito. Tudo tratado de forma impessoal, as pessoas da fila vão dizendo o nome e cá vai disto: a mesma frase para todos.
Desta vez não foi assim, e por isso mesmo usei a palavra assistir. Acabou por me surpreender, uma vez mais, com uma hora de fotos suas, em que resumiu a viagem, o porquê de algumas decisões geográficas, as inevitáveis peripécias e explicou a forma como ganhou um enorme respeito e gosto pessoal pelo continente africano. Contou como se deu ao luxo de ficar um mês e meio á espera de um visto em Angola, a fazer tempo...
Havia poucas pessoas na sala o que tornou o ambiente ainda mais familiar. Por momentos achei que estava em casa de um amigo que tinha chegado de férias nessa semana e que tínhamos ido lá beber um café e ver as fotos.
Continuo a não achar a graça que ele acha ao continente africano, continuo a achar que para ele é mais fácil definir a fronteira entre turismo de massas e viagens por locais recôndidos, continuo a achar que para ele é mais fácil intitular-se viajante do que turista (acho mesmo que seria uma ofensa!), mas mesmo assim tenho que concordar que é um continente que deve ser explorado. Nele ficou a vontade de fazer um dia o outro lado, o da Tanzânia, que curiosamente ainda me desperta mais curiosidade, em mim ficou a vontade de se um dia tiver tempo ir lá, mas continua a ficar no fim da minha lista. Não me censurem, apaixonei-me pela América do Sul...
Parte quarta-feira para outra viagem, propõe-se agora a seguir os passos de Fernão de Magalhães. Cá ficamos à espera das crónicas e dos livros de quem tem, na minha opinião, a melhor profissão do Mundo.
Talvez a seguir suba África Acima pelo lado Oeste. Sim, porque ele não vai parar, porque a Lua, essa que ainda lhe falta, pode esperar.

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