terça-feira, outubro 20, 2009

em jeito de balanço

Sobre a maternidade, a gravidez e os bébés todos têm qualquer coisa a dizer. É fantástico, todos têm opinião sobre os sintomas e todos acham que devem dizer tudo o que lhes vem à cabeça, mesmo que sobre outros assuntos não o fizessem sem lhes pedirem opinião.

Seria exaustivo escrever todas as coisas que me disseram sobre estes assuntos e às quais apenas respondi 'obrigado', para não dar umas resposta mais torta. Fiz o que sempre fiz, confio nos médicos que escolho e até agora não me tenho saído mal.

Por isso resolvi fazer de outra maneira, contar antes todas as coisas que niguém me disse sobre a maternidade e que agradecia que o tivessem feito.

Os bébés choram é sabido. E às vezes choram só para libertar o 'stress', precisam de chorar e depois acalmam. Nem sempre é fralda, fome, frio ou calor. Muitas vezes não foi isso.

Que o amor por ele não chega quando fazemos o teste de gravidez nem quando ele nasce... vai chegando todos os dias mais um bocadinho, mesmo quando achamos que já não podemos gostar mais dele. (Esta eu agradecia mesmo que me tivesse dito!)

A intuição começa a funcionar ao fim de 3 semanas. A intuição e o conhecimento mútuo. Ou seja, ao fim de 3 semanas, a mãe consegue adivinhar facilmente o que ele tem e o que quer. E quase sempre ligamos ao pediatra apenas para confirmar o que achávamos que era. Mesmo que seja só uma birra.

Que a alegria pela chegada de um filho e de um neto, é tão grande, tão grande, que só ao fim de uns dias se percebe e nos questionamos 'como era possível viver sem ele?'.

Que às vezes durante a licença de maternidade não queremos fazer nada, nem sair nem ir passear, apenas ficar ali com ele. E mais importante, que isso não é um sinal de depressão, antes pelo contrário!

De resto só posso dizer que foram os melhores e mais intensos dias da minha vida.

De regresso ao trabalho, so far so good. E uma pequenina parte de mim que acha que é muito bom estar de volta!

1 comentário:

SAF disse...

Concordo com tudo, especialmente a do amor chegar assim devagarinho e lentamente tomar conta de nós!
Para béns pelo blogue