quinta-feira, junho 29, 2006

Qualquer semelhança...

Não era uma sala de reuniões. Era uma sala grande, comprida, entra-se pelo fundo, há um corredor com bancos corridos de um lado e do outro (qualquer semelhança era pura coincidência, quem me conhece bem sabe como eu adoro salas grandes com corredores ao meio e bancos corridos de um lado e do outro - felizmente não havia nenhum degrau!). Ao fundo há um 'corrimão' com uma cancela, e no sítio do altar estavam sentadas umas senhoras com umas batinas pretas. Qual Marquês de Pombal (qualquer semelhança não era pura coincidência). Sentei-me. Pediram-me que me levantasse. Levantei-me. Pediram-me que me identificasse. Tive dificuldade em dizer o meu nome completo, achei que a meio me ia saltar de repente o coração pela boca, e não ficava nada bem ali em pleno tribunal... Sentei-me. Começaram as questões, seguiam-se rapidamente as respostas, tão rápido como quem está ali só para dizer a verdade e ajudar um amigo, e quer rapidamente dizer o que sabe e sair dali p'ra fora. Lentamente fui ficando cada vez mais calma. 'No further questions'. Eu já ia dizer boa tarde e obrigada (obrigada não sei pelo quê). A outra advogada achou que ainda não chegava. Perguntou e perguntou, e esmioçou tal como me tinham avisado. Perguntaram-me se queria ficar para assistir ao resto, ou sair. Sair, claro. Não preciso de ouvir mais nada. Boa tarde e obrigada (?).

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